Muito se vê falar sobre as posturas ideais a que nós deveríamos nos adequar. A assumir. Estamos na fase do “politicamente correto”. Agora, “pega mal” para as empresas que ainda não desenvolvem trabalhos sociais, que se importam com a preservação da natureza, enfim. O mesmo acontece com as pessoas físicas. Jogar um papel de bala no chão, defender a bandeira “Viva a natureza!” E isso é bom afinal, se não nos importarmos com a mesma o que será?
Porém será que só isso é suficiente? Será que se importar com a natureza, com os animais é o bastante? Vai saber. Em um mundo onde quem tem mais vale mais, onde o cachorro da madame pode desfilar com coleiras de brilhantes e outros mimos com valores "simbólicos" de mais de três dígitos, ninguém ter certeza do que realmente importa.
Isso, no tempo em que milhares de pessoas passam fome, outras tantas morrem no frio, nos desabamentos por morarem em áreas de risco, além dos pobres animais relegados os “sem-raça” sem status que vivem bolando nas ruas tentando sobreviver, um dia após o outro.
Cadê os que amam estes? Há...! Estes são poucos. De tempos em tempos estes aparecem (conseguem um espaço pouco, por sinal) em algum programa de TV apresentados como heróis, como ser extraordinário, (e são, se considerarmos o tempo que vivemos) quando na verdade todos poderiam ter esta postura.
O que acontece então? Onde estão neste momento aqueles defensores do meio-ambiente, dos animais? Cadê os politicamente corretos que não estão buscando meios de implementação das políticas de enfrentamento às manifestações da questão social?
Talvez não seja tão difícil explicar esse “fenômeno”! Isso porque nestes casos não existe o glamour, o brilho, não confere status aos que metem a mão na massa. Estes, raramente são reconhecidos, mesmo porque não é reconhecimento que procuram. Verdadeiramente fazem por paixão à causa.
Resta a nós decidirmos a que grupo iremos fazer parte. Se fazemos algo apenas pelo glamour, pela visibilidade da mídia, tenha certeza que assim que a moda passar, a postura também irá mudar. Porém se for por amor a causa, que importa se somos ou não reconhecidos por isso? Fazemos nossa parte, não isso o que importa?





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