Caminhando pela estrada, estava Wellington. Um arotinho lá pelos dez anos de idade. Vinha da roça, seus pés descalços pareciam não sentir o calo do chão aquecido pelo sol do meio dia.
Wellington não é desconhecido. Quase todos os dias o vejo na escola sendo levado para a sala da diretora.
Em uma dessas visitas, sua mãe disse que não conseguia entender qual o motivo de suas atitudes. Ele também não tinha palavras para explicar. Por que teria ele que saber?
Será que por que seu pai o abandonara antes de nascer? Ou por que ainda não aprendera a ler? Vai- se saber.
Wellington alheio a isso, seguia seu caminho.
Sozinho.
Encontro-o e dou-lhe uma carona. Pergunto se os pés dele não estão queimando. - Nada! - Ele responde.
Em silêncio, fica na garupa da moto até chegar na vila. Paro a moto e ele desce.
- Valeu aí! - Ele me agradece e se vai.
Fico um tempo vendo-o seguir. Penso em como é a vida deste garoto. Quais seus sonhos... se sonha.
Enfim... ele é só mais um garoto na imensidão de um Brasil onde muitos já nascem carregando o pecado de ter nascido.

wellington, mais um brasileiro...como tantos outros.
ResponderExcluirGrande Danilo, obrigado pelas visitas, volte sempre grande amigo !
Pois é caro Victor. Agradeço também sua vista e comentário. Es sempre bem vindo aqui. Abraços
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