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Blitz da Educação e as soluções paliativas do JN

Imagem extraida do site: coreauemrede.com
Nesta semana, o Jornal Nacional exibiu a série especial Blitz da Educação. Muita bem feita mostrou a realidade, a atual situação por que passa a educação no Brasil. Acredito ter sido muito importante apresentar ao povo o descaso a que muitas de nossas escolas são submetidas.
Mas acredito que o Jornal Nacional poderia ter ido além, pois o que foi exibido de certa forma é de conhecimento da grande maioria dos brasileiros convivemos diariamente com esta realidade.
Por isso, aguardei ansiosamente a última reportagem da serie esperando ver as soluções propostas pela reportagem aos problemas encontrados nas diversas escolas. Infelizmente, me decepcionei.
Isso porque foi apresentado apenas uma lista de dicas para pais e estudantes! Mais precisamente, práticas que funcionam e praticas que atrapalham o ensino. Como transcrito abaixo:

"Exemplos de práticas positivas para a educação: passar dever de casa; professor com formação na área em que ensina; imposição de método, rotina e gestão em todas as aulas; comprometimento dos educadores com o sucesso; uso de material didático como apoio; fazer provas com frequencia e monitorar o aprendizado; e disciplina.
Exemplos do que prejudica o aprendizado: aluno que trabalha e estuda; distância da escola; indicação política do diretor; falta de professores; e indisciplina (g1.blobo.com)".

Infelizmente, precisamos ir além de soluções paliativas que não resolvem efetivamente. É preciso ir além do aparente, do superficial.
Culpar diretores e professores virou praxe na atualidade. MAs pouco se fala da participação do estado como um todo (Sobre os desvios de verba, má administração, negociação de cargos, etc.).
Na verdade o que vemos é a descarada negação dos direitos humanos! 
Pense: todos tem direitos iguais. Então como justificar que duas escolar na mesma cidade tenha investimentos públicos tão distintos? (será que resolver isso cabe ao diretor e os professores?) Será que as crianças das duas escolas tem os mesmos direitos? Ou tudo é uma grande utopia?
Quando o especialista Gustavo Ioschpe diz que a escola comete violência, em minha humilde opinião, sou obrigado a discordar. Isso porque penso que na realidade, a escola repassa a seus alunos a violência e o descaso que sofre de que lhes deveria apoio e atenção, seus mantenendores. 
Se os professores estão em greve, por que não aproveitar para saber o motivo? Por que não nos colocarmos no lugar daqueles professores? Será que trabalharíamos naquelas escolas e recebendo o salário a que são submetidos? (conheço professores que trabalham 40 horas e recebem menos de R$ 700, 00).

Resta-nos esperar e torcer para que alguém tenha coragem de expor os reais problemas por trás das aparências. Quem sabe deixarão as culpabilizações clichês e aprofundarão nas verdadeiras raízes do problema da educação em nosso país?
Só assim será possível propor soluções realizáveis e que verdadeiramente resolvam deixando de lado as já desgastadas soluções paliativas.




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