Apesar de a grande maioria dos livros didáticos apresentarem as sucessões presidenciais, é muito raro os alunos estudarem este assunto, isto por que se dá mais importância ao descobrimento do Brasil e a era colonial ou mesmo aos homens pré-históricos do que esta parte da história. Por isso, aproveitando o momento de eleições, decidi fazer uma série de posts contando um pouco desta história, que é muito importante para compreendermos a atual situação do país.
No dia 15 de Novembro de 1880, por um golpe militar comandado por Marechal Deodoro da Fonseca, Iniciava-se a primeira fase da República Brasileira, a república velha. O mesmo se tornou o primeiro presidente do Brasil.
No dia 15 de Novembro de 1880, por um golpe militar comandado por Marechal Deodoro da Fonseca, Iniciava-se a primeira fase da República Brasileira, a república velha. O mesmo se tornou o primeiro presidente do Brasil.
| A primeira Bandeira Brasileira seguia o padrão americano, mudando apenas as cores. |
Nesta época, aconteceram diversas mudanças entre elas, as províncias do império passaram a formar os estados, teve-se a criação de uma bandeira republicana e o estabelecimento dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Foi elaborada também a primeira constituição a república.
A partir desta época, o povo passou a escolher seus representantes por meio do voto, apesar deste não se estender a todos os cidadãos pois mulheres e os analfabetos entre outros não votavam.
Nem tudo foram flores; houve diversas revoltas devido a insatisfação dos cafeicultores, que queriam Prudente de Morais na presidência, entre estas revoltas está a Primeira Revolta Armada.
Não conseguindo resolver todos estes problemas, Deodoro renunciou e seu vice, Marechal Floriano Peixoto assumiu a presidência. Este depois de enfrentar diversos problemas conseguiu apaziguar a situação, entrando para a história como o "consolidador da república". O sucessor de Floriano foi Prudente de Morais, iniciando a segunda fase da república velha, também conhecida como república do Café-com-leite. Seguido dele vieram: Campos Sales, Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Venceslau Brás, Rodrigues Alves ( novo mandato), Delfim Moreira, Epitácio Pessoa, Artur Bernardes e Washington Luís.
Nessa época quem governou foram os fazendeiros em especial, os do café. Esses fazendeiros se mantiveram no poder devido a grande força dos coronéis, fazendeiros que mandavam e desmandavam controlando a vida de todos, por meio da troca de favores, ou de gentilezas. Em troca as pessoas favorecidas pelos coronéis davam-lhes os votos necessários para a eleição de seus candidatos. O que não era difícil, por que nessa época o voto era aberto! diferente de hoje. Dessa forma, os "capangas" dos coronéis ficavam "de olho" para que tudo ocorresse conforme a vontade de seus chefes. Esse tipo de voto era chamado de voto de cabestro ( o mais impressionante, é que hoje apesar do voto ser secreto, ainda há "burros" que se deixam "encabestrar!").
Mas esse modelo de Governo começou a ser questionado pelos membros do exército que reivindicavam entre outras coisas, o fim do voto de cabestro. Alguns dos movimentos de destaque foram a Revolta do Forte de Copacabana, a Revolução de 1924 e a Coluna Prestes. Assim, formou-se um novo grupo chamado Aliança Liberal, disputando a eleição presidencial de 1930 apoiando Getúlio Vargas e João Pessoa. O candidato da situação Júlio Prestes venceu as eleições contando para isso com o sistema corrupto dos coronéis. Insatisfeitos com os resultados, o grupo de oposição denunciou as eleições como fraudulentas. Juntando-se a isso o assassinato de João Pessoa, governador de Paraíba e candidato a vice na chapa de Getúlio, foi o suficiente para o estopim de um movimento que colocou por terra a esquema da política do café-com-leite: A Revolução de 1930.
Esta pois fim ao monopólio do poder político do País exercido em São Paulo e Minas Gerais e suas oligarquias rurais e iniciou uma nova fase na história do Brasil: a fase Getulista ou era Vargas, da qual falarei na parte II deste post.
Até lá!
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