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Mortes em nome da cultura. Amém?


Pare e pense: Qual é a diferença?
A algum tempo, o mundo se alvoroçou com o fato do Irã condenar uma mulher ao apedrejamento. (Lei muito usada na antiguidade. Quem não conhece a passagem da Bíblia sobre Maria Madalena?) Rapidamente, houve mobilizações e até o presidente Lula ofereceu asilo à mulher iraniana.
(Saiba mais aqui!)
Na China, a política que obriga os casais a terem apenas um filho, transforma em vítimas milhões de meninas, que vergonhosamente são assassinadas ao nascer. "A explicação é que casais idosos tem no filho homem sua única esperança de sobrevivência, pois quando estão velhos de mais para trabalhar precisam ser sustentados pelos filhos. As mulheres, depois de casadas, são consideradas parte da família do marido, e por isso não tem como sustentar seus pais." (Veja mais sobre isso aqui)
Isso faz com que histórias como a que já mostrei anteriormente (Guerra às meninas) aconteça a todo instante.
(Para saber mais acesse: Estadão, e veja uma entrevista emocionante com a jornalista chinesa Xiran Xue.)

De acordo com Laura Cosntantine pelo menos 130 milhões de mulheres são dilaceradas pela amputação dos próprios órgãos sexuais. [...] prática atroz, perpetrada em nome das tradições culturais.
(Veja o artigo na íntegra: Feridas para sempre.).
Essa prática tem como objetivo, impedir que as mulheres sintam prazer durante o ato sexual.

De volta ao Brasil, temos o caso das tribos indígenas que preservam a prática de sacrificar crianças por diversos motivos entre eles, quando é filho de mãe solteira, portadoras de deficiências físicas ou mentais ou quando nasce gêmeos ou mais, os pais só podem deixar apenas um dos filhos viver.
Com isso, centenas de crianças são condenadas a morte, seja envenenadas, abandonadas na floresta e até enterradas vivas. E a justificativa é que tais crianças trazem má sorte para a tribo. Veja o vídeo Abaixo.
 

O que há em comum a estas histórias? A forma como todas estas práticas estão amparadas pelo ideal de cultura. Assim, com o lema de que as culturas precisam ser respeitadas e preservadas, presenciamos todo este massacre ( as vítimas são indefesas) de forma omissa, e pior tendo que encarar como "normal" "faz parte né?"
Sabemos que durante toda a história da humanidade, inúmeras civilizações existiram, com seus hábitos culturais, e acabaram desaparecendo e outras surgindo seja por guerras, desastres naturais, misturas de povos etc. O fato é que nada é para sempre é a lei da evolução. Essas culturas hoje, não passam de história e artigo de museu (será que ainda há faraó no Egito sendo mumificado e sepultado em pirâmides cheias de tesouros?).
Então por que essa omissão, ou luta para preservar hábitos como os já citados? Talvez para terem museus vivos, isso a custa de seres humanos, mulheres, crianças, meninas que sem defesa, tornam-se apenas mais um número na lista sangrenta das vítimas culturais!

Comentários

  1. Eles não acabaram com suas civilizações assim. é claro que é errado ao nosso ver, mas para eles é o certo. Deve-se respeitar seus hábitos.
    Alem do mas, o chamado "primeiro mundo" já os destruiu-os os bastantes, assim como muitos deles não entende muito bem nossas praticas.

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  2. olá Bruna, obrigado por seu comentário! Também concordo que precisamos respeitar as outras culturas, mas também acredito que todo ser humano tem que ter o direito a vida. Ter direito a escolha. Por que que em alguns casos, os pais não quiseram sacrificar seu filho, e depois, às escondidas, o grupo o matou? Apesar de não parecer n´s também somos uma cultura, e assim como todas evoluimos, mudamos nossos hábitos. Não penso que cultura seja algo imposto e eterno. estamos em contante mudança! Abraços! volte sempre!

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